O aquecimento das águas do Pacífico equatorial já é considerado intenso
O El Niño está ganhando força e pode alcançar uma intensidade histórica durante a primavera de 2026. A previsão mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno seja classificado como muito forte nos próximos meses.
O aquecimento das águas do Pacífico equatorial já é considerado intenso. Na região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para monitorar o fenômeno, a anomalia chegou a 2°C na medição semanal divulgada em setembro. Em áreas mais próximas da América do Sul, o aquecimento registrado é ainda maior.
A NOAA também estima 75% de probabilidade de que o El Niño de 2026 seja o mais forte registrado desde 1950 no trimestre entre outubro e dezembro. Para que o evento seja considerado histórico, o índice RONI precisa atingir pelo menos 2,5°C na média de três meses.
Impactos previstos para o Brasil
A intensidade do El Niño não significa que todas as regiões brasileiras terão eventos extremos. Os impactos dependem da interação do fenômeno com outros padrões atmosféricos e oceânicos.
Para a primavera, os órgãos que integram o Painel El Niño apontam maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul do país, enquanto áreas do Norte e Nordeste podem registrar precipitações abaixo da média. Também existe previsão de temperaturas acima da média em grande parte do território nacional.
Na Bahia, os estudos utilizados pelo Painel El Niño indicam tendência de condições mais secas durante a primavera. A previsão, no entanto, não significa que todo o território baiano necessariamente terá redução nas chuvas.
Fenômeno pode favorecer seca e incêndios
A combinação de temperaturas elevadas com redução das chuvas pode aumentar os riscos de seca, redução da disponibilidade de água e incêndios florestais em algumas regiões. O Painel El Niño aponta esse cenário principalmente para áreas do interior do país.
No Sul, a situação pode ser diferente, com maior possibilidade de chuvas intensas, cheias e inundações. Os efeitos do fenômeno, portanto, devem variar conforme a região.
A previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos indica que o El Niño deve continuar se fortalecendo até o fim de 2026. O fenômeno pode permanecer ativo pelo menos até o início de 2027, antes de começar a perder força.
Da redação CSFM









