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01/09/2026 10:43

O procedimento terá prazo inicial de 30 dias para a conclusão das apurações,

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento extrajudicial para apurar a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante uma cirurgia plástica em Ilhéus, no sul da Bahia.

O procedimento terá prazo inicial de 30 dias para a conclusão das apurações, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias, caso sejam necessárias novas diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.

A família de Adriele também apresentou uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb-BA). O conselho informou que ainda vai avaliar se a denúncia será admitida para investigação.

Adriele morava nos Estados Unidos e viajou ao Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

Segundo o advogado da família, a empresária entrou na cirurgia às 15h de segunda-feira (25), com previsão de término para as 20h. A família teria sido informada sobre a morte somente na madrugada de quarta-feira (26), depois de procurar informações sobre a demora no procedimento.

Ainda conforme o advogado, o hospital informou que a paciente passou mal durante a cirurgia. Diante das suspeitas dos familiares, um boletim de ocorrência foi registrado.

O advogado também afirmou, após analisar o relatório médico, que o atestado de óbito não teria sido assinado pelo médico responsável pelos procedimentos, Rossini Tebaldi Ruback.

Médico já havia sido alvo de denúncias
Segundo familiares, o médico responsável pela cirurgia já havia sido alvo de denúncias de pacientes em 2023. Na ocasião, mulheres relataram supostos erros e problemas relacionados a procedimentos realizados pelo profissional.

Em nota, porém, o Cremeb-BA informou que não há atualmente processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica envolvendo o médico.

Sobre as denúncias anteriores, o conselho afirmou que os resultados dos procedimentos foram comunicados às partes envolvidas e que o conteúdo é protegido pelo sigilo previsto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP).

Defesa afirma que cirurgia ocorreu sem intercorrências
A defesa de Rossini Tebaldi Ruback manifestou solidariedade à família de Adriele e afirmou que o procedimento cirúrgico transcorreu sem intercorrências.

Segundo os advogados, na fase final da cirurgia a paciente apresentou de forma súbita uma alteração grave do quadro clínico. A equipe médica teria adotado imediatamente medidas de emergência, mas Adriele não respondeu às tentativas de reanimação e morreu.

A defesa sustenta que se tratou de uma reação imprevisível, que não teria relação com a técnica cirúrgica empregada e que não poderia ser identificada por exames pré-operatórios de rotina.

Centro cirúrgico foi interditado
Na quinta-feira (27), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) interditou cautelarmente o centro cirúrgico do Hospital Vida, onde Adriele morreu.

Segundo a Sesab, o local não possuía alvará sanitário para funcionamento do centro cirúrgico.

As investigações do MP-BA deverão apurar as circunstâncias da morte e reunir informações sobre os procedimentos realizados, as condições da unidade e demais elementos que possam esclarecer o que ocorreu durante a cirurgia.

 

Da redação CSFM







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