Investigações avançam sobre operações com o BRB, atuação de servidores do Banco Central e investimentos de fundos públicos ligados ao banco
O caso envolvendo o Banco Master ganhou novos desdobramentos nesta semana com o avanço das investigações da Polícia Federal e novas medidas relacionadas ao patrimônio de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.
Nesta segunda-feira (17), informações divulgadas apontam que a Polícia Federal trouxe de volta ao Brasil um jato Gulfstream avaliado em cerca de R$ 120 milhões, que havia sido apreendido no Paraguai. A aeronave está ligada a uma empresa de Vorcaro e faz parte do levantamento patrimonial realizado pela investigação.
Outro ponto que ganhou destaque nos últimos dias envolve a defesa do ex-banqueiro. O advogado Daniel Bialski passou a integrar a equipe responsável pela defesa de Vorcaro e afirmou que seu cliente estaria disposto a colaborar com a Justiça. A defesa também busca uma audiência com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.
As investigações também alcançaram a atuação de servidores do Banco Central. Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do órgão, Ailton de Aquino, relatou que dois servidores teriam demonstrado resistência em aprofundar análises relacionadas a operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília, o BRB. Os dois servidores foram afastados e são investigados por suspeitas relacionadas ao caso.
Segundo o depoimento, Aquino afirmou ter identificado sinais de alerta em operações de crédito envolvendo o Master e o BRB. A investigação posteriormente apontou problemas relacionados às carteiras de crédito negociadas entre as instituições.
Outra frente da investigação envolve recursos de fundos de previdência. No início de agosto, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar possíveis irregularidades em investimentos de aproximadamente R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió, o Iprev, em ativos ligados ao Banco Master.
A investigação apura se uma consultoria teria atuado para favorecer a aplicação dos recursos no banco. Houve autorização judicial para buscas e bloqueios patrimoniais, e os investigados negam irregularidades.
Enquanto isso, a situação financeira do BRB também permanece em discussão. Em audiência no STF, o ministro Luiz Fux afirmou que a Justiça não pode obrigar bancos ou a União a conceder garantias para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado pelo governo do Distrito Federal para auxiliar o banco.
As investigações continuam em diferentes frentes, incluindo o rastreamento de patrimônio no Brasil e no exterior e a apuração de possíveis irregularidades nas operações financeiras envolvendo o Banco Master e outras instituições.
Redação: Vale FM









