Segundo a Polícia Civil, pelo menos três vítimas foram identificadas
Um jovem de 23 anos foi preso preventivamente neste sábado (15), em Itabuna, no sul da Bahia, suspeito de supostamente dopar vítimas para realizar saques, transferências e compras com cartões bancários.
A prisão foi realizada por equipes da 6ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), da 2ª Delegacia Territorial (DT) e do Grupo de Atuação e Tático de Operações (Gatti/Sul), durante a Operação Malhas da Lei.
Segundo a Polícia Civil, pelo menos três vítimas foram identificadas. A investigação aponta que o suspeito oferecia alimentos ou bebidas às vítimas e, após elas perderem a capacidade de reação, realizava transações financeiras.
O caso mais recente envolve uma professora de 68 anos. Conforme a investigação, ela perdeu a consciência após ingerir um alimento oferecido pelo suspeito enquanto ele realizava um serviço de marcenaria no apartamento dela. A vítima foi socorrida e internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Ainda segundo a Polícia Civil, durante o período em que a mulher estava incapacitada, foram realizadas transferências e outras movimentações financeiras que ultrapassaram R$ 40 mil.
Outras duas ocorrências foram incluídas nas investigações. Em um dos casos, um homem de 42 anos perdeu R$ 7.890 em transferências via Pix após aceitar um chá oferecido pelo suspeito. Em outro, registrado em 2025, um homem de 53 anos teve R$ 19,8 mil em compras não autorizadas realizadas em seus cartões após, segundo a investigação, ter sido dopado.
Durante o cumprimento do mandado judicial, os policiais apreenderam um automóvel, celulares, alimentos e suplementos. Os materiais foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para perícia, que deverá verificar a presença de substâncias capazes de incapacitar as vítimas.
Os prejuízos identificados nos três casos ultrapassam R$ 60 mil. O suspeito foi levado ao complexo policial de Itabuna, onde permanece custodiado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil continua as investigações para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a participação do suspeito nos casos.
Da redação









