Após ser atendido pelo médico, o homem recebeu uma receita com medicamentos
A redação recebeu um áudio de uma ouvinte que preferiu não se identificar, relatando demora no atendimento e falta de medicamentos no pronto-socorro do Hospital Municipal Régis Pacheco, em Canavieiras.
Segundo o relato, o irmão da ouvinte, morador dos Campinhos, região ribeirinha do município, chegou à unidade hospitalar por volta das 8h desta sexta-feira (14), apresentando fortes dores. Conforme a mulher, a ficha de atendimento foi registrada, mas o paciente só conseguiu passar pelo médico cerca de quatro horas depois.
Ainda de acordo com o áudio enviado à redação, diante da demora e das dores apresentadas pelo irmão, a mulher precisou pedir insistentemente pelo atendimento. Segundo ela, o paciente estava cansado e permanecia com fortes dores enquanto aguardava.
Em unidades de pronto atendimento e hospitais, o fluxo de atendimento costuma seguir o sistema de classificação de risco, conhecido como triagem, que organiza os pacientes de acordo com a gravidade do quadro clínico. Esse protocolo, amplamente utilizado no Brasil, como o Protocolo de Manchester, classifica os casos por cores: vermelho (emergência, atendimento imediato), laranja (muito urgente), amarelo (urgente), verde (pouco urgente) e azul (não urgente). A prioridade é definida conforme a gravidade e não pela ordem de chegada.
Após ser atendido pelo médico, o homem recebeu uma receita com medicamentos. No entanto, segundo o relato da ouvinte, os remédios prescritos não estavam disponíveis no pronto-socorro do hospital.
A mulher informou que precisou comprar os medicamentos por conta própria para que o irmão pudesse iniciar o tratamento. Após o uso do remédio e o alívio das dores, o paciente retornou para a região dos Campinhos.
A ouvinte questionou a situação do atendimento e o abastecimento de medicamentos da unidade, principalmente diante da necessidade de pacientes que chegam ao hospital em busca de atendimento de urgência.
Da redação CSFM









