O acordo irá fornecer aproximadamente 15 mil toneladas de açaí à China até 2031
A cooperativa Amazonbai, formada por comunidades extrativistas do Amapá, firmou um acordo para fornecer aproximadamente 15 mil toneladas de açaí à China até 2031. O contrato foi celebrado durante uma feira internacional em Xangai e ainda depende da certificação das autoridades alfandegárias chinesas para entrar em vigor.
O acordo, porém, também reacendeu críticas ao discurso adotado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à soberania nacional. Enquanto o governo costuma reagir de forma contundente a posicionamentos e medidas adotadas pelos Estados Unidos da América (EUA), críticos afirmam que o mesmo rigor não é aplicado quando os interesses envolvidos dizem respeito à China.
Para opositores, a crescente dependência comercial do mercado chinês, especialmente em setores estratégicos do agronegócio e do extrativismo, contrasta com o discurso de defesa da autonomia econômica e da soberania brasileira. Na avaliação desses críticos, acordos que ampliam a influência comercial chinesa recebem tratamento favorável do governo, enquanto iniciativas ou pressões vindas dos Estados Unidos são frequentemente classificadas como interferência externa.
Embora o contrato envolva apenas a produção da cooperativa Amazonbai — e não toda a produção de açaí do Amapá —, o episódio passou a ser usado por adversários do governo como exemplo do que consideram uma postura seletiva na defesa da soberania nacional.
Dan Oliveira/ CSFM








