Até o momento, a apuração identificou a movimentação de aproximadamente R$ 80 mil
A Polícia Civil cumpriu, na quinta-feira (9) e nesta sexta-feira (10), mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra dois investigados pela morte do gerente de posto de combustíveis Breno Moura da Silva, de 24 anos, durante a Operação Ponto Final, em Eunápolis. Um dos suspeitos foi preso. O outro, que trabalhava no mesmo posto da vítima, não foi localizado e é considerado foragido da Justiça.
As investigações apontam que Breno e os dois investigados mantinham uma relação ligada à prática de empréstimos de dinheiro a juros, além de outras atividades patrimoniais ilícitas. Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por disputas envolvendo essas negociações.
Até o momento, a apuração identificou a movimentação de aproximadamente R$ 80 mil pelo grupo, mas a polícia acredita que o valor possa ser superior.
Durante a operação, equipes policiais cumpriram mandado de busca em uma empresa de transporte localizada às margens da BR-101, onde um dos investigados trabalhava. Na residência do suspeito que permanece foragido, no bairro Juca Rosa, foi apreendido um veículo utilizado por ele. O automóvel pertence a outra pessoa e será submetido à análise no decorrer das investigações.
O segundo investigado apresentou-se posteriormente na 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Após ser informado de seus direitos, ele optou por permanecer em silêncio. Conforme informou o delegado responsável pelo caso, o suspeito que continua foragido estaria adotando medidas para dificultar o andamento das investigações.
Breno Moura da Silva desapareceu na noite de 6 de maio, após deixar o posto de combustíveis onde trabalhava. Cinco dias depois, o corpo foi encontrado debaixo de uma ponte, em um córrego às margens da BR-101, na divisa entre Eunápolis e Itabela. A vítima apresentava marcas de tortura e diversos disparos de arma de fogo.
Até a publicação desta matéria, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre as investigações e as medidas judiciais cumpridas.
Da Redação CSFM








