Municípios entram em situação de epidemia, mortes são confirmadas e avanço da doença amplia pressão sobre a saúde pública baiana
A dengue voltou a avançar em municípios da Bahia e já colocou cidades em situação oficial de epidemia, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado. Enquanto o governo estadual anuncia redução no número geral de casos em comparação com o ano passado, municípios continuam registrando aumento da transmissão, mortes confirmadas e crescimento de áreas classificadas como risco epidemiológico.
De acordo com a Sesab, a Bahia contabilizou 10.162 casos prováveis de dengue até a 18ª Semana Epidemiológica de 2026. O estado também confirmou quatro mortes pela doença neste ano.
Os municípios classificados em situação de epidemia são:
-Alagoinhas
-Campo Alegre de Lourdes
-Maraú
-Remanso
-Santa Maria da Vitória
-Uauá
Outros municípios aparecem em situação de risco, entre eles Araci, Aramari, Aratuípe, Buritirama, Casa Nova, Curaçá, Itiúba, Mucugê e Teodoro Sampaio. Além disso, outros 49 municípios permanecem em alerta epidemiológico.
As mortes confirmadas pela doença ocorreram em Juazeiro e Jequié, conforme dados epidemiológicos divulgados pela Sesab em boletins recentes.
Apesar da divulgação oficial apontar redução de 41% nos casos em relação ao mesmo período de 2025, os números revelam um cenário que vai na direção oposta do discurso apresentado pelo governo. (Veja aqui).
O contraste entre os dados oficiais de redução e a realidade enfrentada pelos municípios levanta questionamentos sobre a efetividade das ações preventivas adotadas pelo poder público. Afinal, se houve queda tão significativa nos casos, por que novas cidades continuam atingindo estágio epidêmico? E por que o estado ainda registra mortes confirmadas pela doença enquanto dezenas de municípios seguem em alerta?
Os dados oficiais mostram que a Bahia enfrenta sucessivos surtos de dengue nos últimos anos, com municípios entrando repetidamente em situação de epidemia. Em 2024, o estado chegou a registrar 269 cidades em cenário epidêmico (Veja aqui). Agora, em 2026, novos municípios voltam a enfrentar avanço da doença, aumento das notificações e mortes confirmadas, cenário que expõe a dificuldade do poder público em impedir que a dengue continue se repetindo ano após ano em diferentes regiões baianas.
Redação: Vale FM








