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06/05/2026 17:51

Um levantamento aponta que 18 ações penais foram analisadas, a maioria relacionada a crimes sexuais

As condenações impostas a um líder religioso de 83 anos foram reduzidas de quase 490 anos para cerca de 214 anos de prisão após o julgamento de recursos na Justiça de Goiás. A revisão das penas ocorreu após análise de diferentes processos, com decisões que resultaram na extinção de parte das punições e na reavaliação de sentenças.

De acordo com os autos, algumas condenações foram anuladas devido à decadência do direito de representação, situação em que o prazo legal para formalização de denúncias pelas vítimas foi considerado expirado. Em outros casos, houve revisão das penas em segunda instância, com redução do tempo de prisão.

Um levantamento aponta que 18 ações penais foram analisadas, a maioria relacionada a crimes sexuais, incluindo estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Em uma das decisões, referente a uma condenação de 2023, a pena foi reduzida de mais de 51 anos para 9 anos de reclusão. Em outro processo, que previa mais de 56 anos de prisão, houve arquivamento após acolhimento de recurso.

A maior parte dos processos ainda possui recursos pendentes de julgamento, o que pode alterar novamente o total das penas. A defesa foi procurada, mas não houve retorno até a última atualização.

As denúncias que deram origem aos processos começaram há mais de sete anos. Ao todo, 67 vítimas constam formalmente nas ações judiciais, além de outros registros que não avançaram por prescrição ou decadência.

O condenado está preso desde 2018 e cumpre atualmente prisão domiciliar em Anápolis, em Goiás, por decisão judicial relacionada à idade e às condições de saúde. As acusações envolvem abusos ocorridos ao longo de décadas durante atendimentos espirituais realizados em um centro religioso no município de Abadiânia.

Relatos apontam que os crimes teriam ocorrido entre os anos de 1973 e 2018. Parte das denúncias não foi judicializada por já estar fora do prazo legal no momento do registro. As investigações indicam que as vítimas procuravam o local em busca de tratamento espiritual e eram submetidas a atendimentos individuais.

O caso segue em tramitação na Justiça, com recursos ainda em análise nas instâncias superiores.

Da Redação CSFM
 
 
 







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