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21/01/2026 09:36

A orientação geral é que esses produtos não façam parte da alimentação diária

Carnes processadas como presunto, bacon, salsicha, linguiça e produtos similares passaram a integrar o Grupo 1 de agentes carcinogênicos, classificação adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para substâncias com evidência científica suficiente de causar câncer em humanos. A categoria é a mesma que inclui o tabaco, o amianto e o arsênio, o que indica grau elevado de certeza científica sobre a associação, e não equivalência direta de risco entre os produtos.

De acordo com a OMS, o enquadramento ocorre após a análise de dezenas de estudos epidemiológicos que identificaram aumento consistente do risco de câncer colorretal em pessoas com consumo frequente e elevado de carnes processadas. Esses alimentos passam por métodos de conservação como salga, cura, defumação ou adição de conservantes químicos, processos que alteram a composição original da carne.

Entre os principais fatores associados ao potencial carcinogênico estão a presença de nitritos e nitratos, utilizados como conservantes, que podem se transformar em nitrosaminas no organismo, substâncias reconhecidas pelo efeito cancerígeno. A defumação e o cozimento em altas temperaturas também favorecem a formação de compostos químicos como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e aminas heterocíclicas, associados a danos celulares e alterações no DNA.

A OMS esclarece que a classificação em Grupo 1 não significa que o consumo eventual represente risco elevado imediato. O risco está relacionado à frequência e à quantidade ingerida ao longo do tempo. Estudos citados pelo organismo indicam que o consumo diário de cerca de 50 gramas de carnes processadas está associado a aumento mensurável no risco de câncer colorretal, especialmente quando mantido por anos.

Como parte das diretrizes atualizadas, a OMS recomenda a redução do consumo de carnes processadas e a priorização de alimentos in natura ou minimamente processados. Não há indicação de proibição total, mas de moderação e substituição por fontes proteicas consideradas mais seguras, como carnes frescas, peixes, ovos, leguminosas e vegetais.

A orientação geral é que esses produtos não façam parte da alimentação diária e sejam consumidos de forma ocasional, em pequenas quantidades, evitando o uso contínuo como base das refeições. A recomendação também se estende a outros alimentos ultraprocessados, frequentemente ricos em sódio, gorduras saturadas e aditivos químicos.

A OMS salienta que a população acompanhe atualizações de diretrizes alimentares baseadas em evidências científicas e mantenha uma alimentação equilibrada, com variedade de alimentos naturais, redução do consumo de produtos processados e ultraprocessados e atenção às quantidades ingeridas ao longo do tempo.

 

Da Redação CSFM 







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