A mulher afirmou que a refeição parecia uma lavagem
Uma nova denúncia envolvendo o Hospital Municipal Régis Pacheco (HMRP), em Canavieiras, voltou a circular pelas redes sociais e em grupos de mensagens nos últimos dias, após uma moradora divulgar imagens de um copo contendo um tipo de macarrão com poucas unidades do que pareciam ser pequenos cubos de proteína, que, segundo ela, teria sido servido a pacientes que estão internados na unidade. A mulher afirmou que a refeição parecia ser sobra da comida destinada aos funcionários e classificou o material entregue aos pacientes como inadequado.
A manifestação ganhou grande repercussão, especialmente por se somar a diversas outras insatisfações já expostas pela população. O HMRP e a Secretaria Municipal de Saúde acumulam queixas frequentes relacionadas à falta de medicamentos, ausência de insumos básicos e até insuficiência de materiais simples, como papel para prescrição médica. Este último episódio também repercutiu intensamente após a divulgação de um vídeo em que um paciente recebeu uma receita escrita em papel de rascunho, gerando indignação entre moradores.
A crise na saúde de Canavieiras tem sido abordada reiteradamente até mesmo por vereadores aliados ao prefeito Paulo Carvalho (Avante) durante as sessões legislativas, com relatos que ultrapassam a avaliação de uma crise pontual e apontam para um quadro que parte da população já descreve como colapso na pasta da saúde. As críticas recaem de forma direta sobre o secretário municipal de Saúde, Josiélton Santos, e sobre o prefeito, que vem sendo citado por parte dos parlamentares e munícipes pela suposta passividade diante das decisões administrativas atribuídas a secretários e conselheiros.
A situação da frota de ambulâncias e carros da saúde também é alvo constante de reclamações. Atualmente, o município opera, segundo relatos, com apenas duas ambulâncias convencionais e uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para cobrir a sede e à zona rural. Moradores relatam que os veículos existentes estão sucateados e enfrentam quebras recorrentes, enquanto a maior parte da frota estaria em uma oficina na cidade de Gandú, juntamente com demais veículos do município, e que eles não seriam retirados por falta de pagamento. A ambulância do SAMU, inclusive, ficou mais de quinze dias fora de operação em novembro passado devido a sucessivos reparos. Uma situação que, segundo relatos, se repete ao longo do ano sem uma solução definitiva.
As pessoas que divulgaram e republicaram este novo caso sobre a alimentação afirmam que apenas buscam condições mínimas de dignidade durante a estadia na unidade. E muitas pessoas ouvidas relatam que essa dignidade parece estar em falta não apenas na área da saúde, mas também em setores como educação, infraestrutura e segurança pública, que acumulam reclamações constantes sobre situações inaceitáveis tanto estruturais como financeiras. A paciente denunciante, por exemplo, questionou se "Esta é a alimentação que é servida aos pacientes", ironizando a situação da refeição que classificou como uma "lavagem". Agora, quanto ao atendimento dos médicos, enfermeiros e profissionais, a moça disse estar satisfeita e elogiou bastante a equipe, insinuando que os profissionais nada teriam a ver com o que sugeriu de descaso da atual gestão.
A população e a emissora aguardam um posicionamento firme e responsável da Prefeitura de Canavieiras para sanar esses graves problemas que acometem a saúde do município, e espera que a secretaria de saúde possa, pelo menos, oferecer o mínimo de dignidade a moradores e turistas que irão passar o verão na cidade.
Da Redação CSFM








