Notícias

29/09/2025 08:51

Proposta gerou repercussão negativa e forte reação da sociedade civil

A Câmara dos Deputados aprovou, nos dias 16 e 17 de setembro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC da Blindagem, que previa ampliar a proteção judicial de parlamentares. O texto determinava que deputados e senadores só poderiam ser alvo de medidas cautelares expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de exigir autorização do Congresso para o avanço de processos judiciais contra parlamentares.

A proposta foi aprovada em dois turnos na Câmara, com 353 votos a favor e 134 contra no primeiro, e 344 a 133 no segundo. Entre os 39 deputados federais da Bahia, 22 votaram a favor, 14 contra, um se absteve e dois não participaram.

Após a votação, alguns parlamentares afirmaram ter se arrependido do voto ou alegaram que o texto teria sofrido mudanças posteriormente. Contudo, especialistas lembraram que, após a análise e distribuição do texto a cada deputado, não há possibilidade de alteração durante a votação.

Repercussão e rejeição no Senado
A aprovação da PEC gerou forte reação negativa de setores da sociedade civil e resultou em protestos em diversas capitais do país. Diante dessa repercussão, a proposta foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que rejeitou o texto por unanimidade no dia 24 de setembro.

Com a decisão da CCJ, a proposta foi arquivada sem necessidade de votação em plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou o arquivamento com base no regimento interno da Casa.

Argumentos e contexto
A rejeição no Senado foi justificada com base na avaliação de que a medida poderia ampliar a impunidade e contrariar o princípio da responsabilidade criminal. O relator, senador Alessandro Vieira, destacou que a proposta buscava proteger autores de crimes graves e classificou a PEC como inconstitucional.

A PEC da Blindagem havia sido articulada por lideranças da Câmara em meio a tensões políticas envolvendo o Supremo Tribunal Federal e parlamentares. Além de ampliar o foro privilegiado de deputados e senadores, o texto também incluía presidentes de partidos com representação no Congresso.

Com a decisão do Senado, a proposta não terá continuidade nesta legislatura. Para que um tema semelhante volte a ser discutido, será necessário apresentar uma nova proposta em outro momento.

Redação: Vale FM







RedeRBR
Av. Rio Branco, nº 741- Centro - Canavieiras/BA. CEP - 45.860-000
Tel.: (73) 3284-3905 - A Rádio que você ouve, a rádio que você FAZ!
© 2010 - Rádio Costa Sul FM - Todos os direitos reservados.