A gestão municipal ressaltou que reassumiu provisoriamente a administração hospitalar com o propósito de garantir continuidade do atendimento à população
A Prefeitura de Eunápolis comunicou que assumiu a gestão do Hospital Regional após o término do contrato com o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), ocorrido em 17 de agosto de 2025. Segundo o município, ao tomar posse da administração, foram identificadas pendências financeiras deixadas pelo IGH, em particular dívidas com profissionais que atuavam na unidade.
Em nota, a Prefeitura informou que ajuizou ação trabalhista contra o IGH com o propósito de assegurar o pagamento dos direitos dos médicos subcontratados. Há, ainda, um saldo contratual no valor de R$ 2.706.403,08 que deveria ser repassado ao instituto; porém, a administração municipal obteve autorização judicial para reter esse montante. O objetivo é utilizar esses recursos para quitar débitos trabalhistas e manter serviços essenciais no hospital.
A gestão municipal ressaltou que reassumiu provisoriamente a administração hospitalar com o propósito de garantir continuidade do atendimento à população. A prefeitura declarou que está regularizando processos internos e restabelecendo as atividades assistenciais que estavam comprometidas. A nota oficial também afirma que todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis serão adotadas, visando proteger o interesse público e os direitos dos trabalhadores.
Além desses fatos, há antecedentes que motivam cautela em relação à atuação do IGH. Em Porto Seguro, por exemplo, médicos denunciaram atrasos salariais e falta de insumos básicos no Hospital Luís Eduardo Magalhães (HLEM), sob gestão do IGH. Também há reclamações de estrutura precária, demissões, e descontinuidade de atendimentos.
Em Goiás, o IGH enfrentou processo administrativo da Secretaria de Saúde do Estado (SES-GO) por supostas irregularidades na gestão do Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa), que envolveram movimentações financeiras, documentação de processos seletivos e contratos com vigência irregular, entre outros pontos. Também houve identificação, pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TC-GO), de pagamentos irregulares acima do teto remuneratório envolvendo dirigentes do IGH.
Em Eunápolis, à luz desses antecedentes, a prefeitura destaca que a retenção do valor contratual visa garantir que trabalhadores não fiquem sem receber por atuação já prestada, e que a população não sofra descontinuidade nos serviços de saúde. A expectativa é que com gestão direta municipal o hospital volte a funcionar plenamente, ajustando contratos, pessoal e suprimentos essenciais.
Da Redação CSFM







